Existe Deus?
Deus existe? Na verdade essa pergunta é relativamente nova. Há poucos anos o homem não se preocupava em questionar isso. Como diz o próprio São Paulo, a natureza atesta a verdade da obra criacionista de Deus, o designer do universo.
Ainda ha 80 anos atrás (1916) cerca de 40% dos cientistas acreditavam na existência de um DEUS pessoal, ha quinze anos atrás (1996) cerca de 40% dos cientistas acreditavam em Deus, portanto, mesmo com o desenvolvimento acelerado da ciência não houve variação em relação a fé dos cientistas, ou seja, a evolução da ciência não derruba a fé.
A nossa mente foi direcionada a partir do início da ciência moderna a raciocinar com os princípios positivistas e cartesianos. O positivismo, que mais tarde evoluiu para o positivismo lógico, consiste na teoria de que uma premissa é verdadeira a partir do momento que pode ser comprovada por meio da experimentação usando métodos empíricos. Embora todos nós tenhamos sido criados debaixo dessas "Leis" positivistas, poucos de nós procuramos contestar coisas que nos são colocadas como verdades incontestáveis.
O Homem foi à lua, a gravidade é menor em marte, a evolução é uma realidade etc. Ou seja, temos como verdades reais aquilo que nos é imposto como verdade incontestável.
Essas e mais algumas colocações feitas pelos cientistas soam como verdades, e a maioria de nós não ousa contestá-las porque se o fizermos passamos por ignorantes, pouco inteligentes, ingênuos etc. É um tipo de ditadura da "inteligência".
Essas afirmações, feitas a seres humanos normais, sem prática argumentativa, soam quase sempre como verdades absolutas, e deixam sem fala muitos religiosos evangélicos e católicos. Contra um teísta experimentado não seriam tão fortes, ele simplesmente responderia com base na bíblia sagrada e com base na própria natureza que por si só atesta a existência de uma mente altamente desenvolvida por traz de tamanha organização.
Por meio dos métodos científicos atuais: matemáticos, empiristas ou experimentais, não poderemos provar que Deus existe. Ha muitas coisas que a ciência não pode comprovar por meio de seus métodos, mas isso não quer dizer que não existam.
A despeito de existirem proposições colocadas em nossas mentes, em contrapartida existem algumas proposições que nos soam como verdades por motivos inexplicáveis, estão dentro de nós. Como acreditar em nossas lembranças, acreditar que o que estamos vendo é real, ou acreditar que existe um ser superior, no caso Deus. Muitas pessoas que se dizem ateus na verdade nem tem real certeza quanto ao que declaram, quando confrontadas com isso tem receio de negar a existência de Deus, temem até alguma sanção vinda dEle, porque declarar que não crê em Deus é lutar contra todos os nossos instintos.
O cientista Michael Heller, vencedor do premio Templeton, disse:
"A ciência nos dá o Conhecimento e a religião nos dá o Sentido. Ambos são pré-requisitos para uma existência decente".
"Invariavelmente eu me pergunto como pessoas educadas podem ser tão cegas para não ver que a ciência não faz nada além de explorar a criação de Deus."
Acreditamos que não são os teistas que devem provar que Deus existe, e sim os ateístas que tem o compromisso de provar o cantrário se quiserem manter essa discussão, se desejarem insistir em negar a existência de Deus, do Criador. Centenas de civilizações em locais isolados, que não poderiam ter recebido influência de cristãos ou islâmicos, têm alguma entidade divina como deus, atribuem a ela a criação do universo e controle da natureza sem terem tido nenhuma influencia que não fosse o sentimento vindo de dentro de que existe alguém superior.
Dando uma canja para os que insistem que provemos que Deus existe, deixo, para finalizar esse pequenino raciocínio, o seguinte:
Existem seres finitos, mutáveis: homens, animais etc. Logicamente a atual existência de todos esses seres finitos e mutáveis é causada por outra existência também finita e mutável. Ora, tudo que é finito tem uma causa, um começo. O primeiro criou o segundo, mas alguém criou o primeiro, e assim sucessivamente. Contudo, não pode haver um regresso infinito de causas de existências de seres finitos, estas e estes decrescem em complexidade, um regresso infinito de seres finitos não causaria a existência de coisa alguma. Desse modo, existe uma primeira Causa da existência desses seres. A primeira Causa deve ser infinita, complexa, essencial, eterna e única.
E essa primeira Causa, não causada, é idêntica ao Deus da tradição judaico-cristã. O Deus que islâmicos, evangélicos e católicos acreditam.
As investigações a respeito do DNA mostram, pela quase inacreditável complexidade das combinações necessárias para produzir a vida, que uma inteligência deve estar envolvida no processo de fazer com que esses extraordinariamente diversos elementos funcionem em conjunto. É extrema a complexidade do número de elementos, e enorme a sutileza com que eles funcionam juntos. A chance de essas duas partes, quantidade e sistematização, encontrarem-se no momento certo, por puro acaso, é simplesmente insignificante. A enorme complexidade dos resultados alcançados exclui totalmente quaisquer idéias de acaso.
Última atualização (Sáb, 18 de Setembro de 2010 15:52)
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