GOLPE - Maravilhoso Namorado virtual que se torna REAL
Danillo Fernandes, preso esta semana, usa o computador pra escolher suas vítimas. “A gente começava a conversar, marcava encontro e, quando dava a oportunidade, eu furtava e ia embora”, revela o suspeito.
Janinha Pereira foi seu alvo mais recente. E o desfecho do primeiro encontro real foi trágico. Ela foi morta pelo galanteador, que ia atrás de mulheres em sites de namoro com um objetivo: roubar. Janinha, de 37 anos, era secretária. Solteira, ela tinha acabado de terminar um relacionamento de seis anos. Morava em Montes Claros, Minas Gerais.
“Ele começou a conquistar ela aos poucos, falando que sabia cozinhar bem, que sabia dançar, que era uma pessoa que gostava muito de casa, de cuidar de casa”, conta a cunhada da vítima, Lidiane do Carmo Guimarães. “Ela acreditava no que as pessoas falavam. Quando esse cara falou essas coisas para ela, ela ficou toda encantada”.
“Geralmente, elas buscam companhia, acho que é o principal”, diz suspeito pelo assassinato. Danillo está preso e já confessou para a polícia que matou Janinha. Segundo ele, o crime ocorreu depois de uma discussão.
Ele revelou também nove casos em que roubou as "namoradas" que tinha conquistado pela internet. “Celulares, dinheiro, máquina fotográfica. Quando surgia a oportunidade por descuido da pessoa, eu simplesmente pegava as coisas de valores e ia embora, saía”, conta Danillo. “Existe a possibilidade de elas nem mesmo terem procurado a polícia”, diz a delegada de Montes Claros, Karla Marques.
Danillo dizia morar em São Paulo, ser solteiro, sem filhos. Incrementava o perfil com informações que ele mandava por e-mail. O Danillo "virtual" era um amante da cultura e culinária japonesas. Dizia que praticava o budismo, que morava no bairro da Liberdade e que dividia a casa com um cão da raça Akita, chamado Fred.
Era um perfil atraente, mas mentiroso. Terminava enviando suas fotos e mais um recado:
“Isso é o que tem para saber de mim pela net. O mais, só com o dia a dia”.
Por trás dessa imagem de "bom partido", Danilo escondia sua verdadeira identidade: não trabalhava e, sem endereço fixo, dormia em pensões baratas do centro de São Paulo. Escondia também uma vida criminosa com passagens pela polícia por roubos e estelionato.
“Era galanteador demais, cavalheiro, prestativo e assim, acima de qualquer suspeita. O tipo de homem que toda mulher gosta”, lembra uma vítima de Danillo. Contadora, solteira, 35 anos: uma mulher também caiu no golpe do homem perfeito. Ela conheceu Danillo pela internet. Depois, o apresentou para os amigos. Sem desconfiar, levou um bandido para dentro de casa e foi roubada. Ela enumera o que foi roubado: “dinheiro, jóias, celular, notebook, quase R$ 3 mil”.
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RELATÓRIO.
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